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Por que design é tão caro?

O próprio teor do questionamento que intitula esse artigo revela algo a respeito da percepção de quem faz a pergunta. Qual seria o parâmetro utilizado para afirmar que design é caro? Em comparação a que outro recurso? Muitas empresas pagam aluguéis mensais na casa dos 5 dígitos e não estão dispostas a investir um valor similar na elaboração de uma identidade visual que será utilizada por vários anos. O que acontece é que a percepção de valor atribuída ao design, na grande maioria das vezes, é equivocada. A parcela majoritária dos gestores, principalmente no Brasil, encara os investimentos em design como um luxo não essencial para momentos de folga no caixa. Nesse ponto, podemos nos perguntar, será mesmo que é só isso que o design representa na vida de uma organização, uma espécie de capricho estético sem fundamento? É bem óbvio que não. Contudo, as informações que testificam essa verdade são amplamente desconhecidas ou ignoradas.


Segundo a McKinsey & Company, líder mundial no mercado de consultoria empresarial, a contratação e valorização de bons profissionais de design pode até mesmo dobrar a receita de um negócio. Num relatório publicado no ano de 2018, a McKinsey atestou que, num período de 5 anos, a implementação adequada do design na vida das organizações pesquisadas resultou num crescimento de receita 32% superior ao das empresas do mesmo segmento que não lançaram mão dos mesmos recursos. As companhias com engajamento na área de design também obtiveram um retorno financeiro 56% superior para os seus acionistas quando comparadas às demais.



É importante observar que essa pesquisa examinou empreendimentos de diversos setores: tecnologia, finanças, medicina e bens de consumo. Isso reafirma a importância do design para as mais variadas áreas de negócio, seja na venda de produtos físicos ou digitais, na prestação de serviços ou mesmo na combinação entre eles. Desse modo, creio que nos aproximamos de uma boa resposta para a nossa pergunta central, “por que design é tão caro?” De forma objetiva, eu poderia sugerir a seguinte resolução: “design é caro apenas para quem não reconhece a sua potencialidade de gerar retorno financeiro objetivo”.


Não sei qual é o seu caso, se você presta serviços na área de design ou se consome esses serviços do mercado. Contudo, nenhuma das partes pode ser eximida da responsabilidade de tornar mensurável a rentabilidade obtida com os investimentos em design. Gestores precisam prestar contas aos seus pares e prestadores de serviços aos seus clientes. Se ambos fizerem o dever de casa, é bem provável que as organizações reconsiderem seus pressupostos a respeito do design e sejam convencidas de que o que pode custar caro mesmo é ficar sem ele.



Como estão os investimentos em design do seu negócio? Caso precise de ajuda, conte conosco, a House pode te ajudar a inserir o design na vida de sua organização como um poderoso gerador de receita e agregador de valor.


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